Quilombo da Fazenda e o grito ensurdecedor que nunca é ouvido
Mais de 200 anos de história, resistência e pertencimento. Uma comunidade tradicional reconhecida, com direitos assegurados, cultura viva e identidade preservada… mas que, na prática, ainda luta pelo básico: acesso digno.
O que eles pedem?
Uma ponte, uma ponte decente que lhes garanta o direito de ir e vir sem colocar em risco a própria vida.
No Quilombo da Fazenda, cerca de 12 famílias continuam sendo isoladas toda vez que a chuva cai mais forte na Serra. Não é novidade. Não é surpresa. É abandono.
Lembro que em 2020, a pedido dos moradores, cobrei providências do Poder Público. O link ainda está disponível no meu Facebook.
Sabe o que obtivemos?
O silêncio, essa foi a resposta.
Meses depois, já em 2021, veio a tragédia. Uma criança perdeu a vida no local. Vítima da ineficácia e da inércia de quem deveria cuidar dos nossos.
Diante da cobrança e da tragédia, perguntamos: o que mudou?
Nada!
Estamos em 2026 e nada efetivo foi feito até agora.
Aliás, sábado, dia 28, a Prefeitura esteve lá construindo uma ponte improvisada. Segundo informações, feita ignorando o alerta de quem vive ali.
“Se construir assim, não vai dar certo”, disseram os moradores.
Não ouviram!
Três dias depois, ontem, dia 31, a chuva veio.
O resultado vocês podem ver no vídeo.
O que fica é a pergunta, que ecoa:
Por que é tão difícil fazer o mínimo por nosso povo?
Será questão ambiental?
Será burocracia?
Ou será, simplesmente, falta de prioridade?
Enquanto isso famílias seguem ilhadas, praticamente todos os dias.
Vidas seguem em risco.
E o grito dessa comunidade continua… ensurdecedor...mas ignorado.
Faço aqui um apelo direto:
Ao Xibiu, Secretário de Obras, caiçara... construa uma solução definitiva para essa situação.
Ao Tanaka, Secretário de Infraestrutura, fiscalize, acompanhe, garanta que o dinheiro público não seja jogado fora da forma que foi no último sábado.
Porque não estamos falando de obras. Estamos falando de pessoas. De história. De respeito.
E até quando isso vai continuar sendo ignorado?
Texto e imagem de Elias Santos
via facebook

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