Entre as lideranças presentes estava Ivanildes Kerexu, da Aldeia Rio Bonito, em Ubatuba, no Litoral Norte de São Paulo. Ela destacou a importância da união entre os povos tradicionais para fortalecer a proteção dos territórios ameaçados pela especulação imobiliária e pelo avanço de grandes empreendimentos.
Segundo Ivanildes, comunidades indígenas da região já enfrentam mudanças significativas causadas pela expansão urbana e pelas construções de casas de veraneio próximas às aldeias. “É essa especulação imobiliária, pessoas que fazem as suas casas de veraneio. Então, isso também prejudica, infelizmente”, afirmou durante o lançamento da aliança.
A aliança contou com povos indígenas, caiçaras, quilombolas, caboclos, marisqueiras, povos de terreiro e pescadores artesanais de várias partes do país.
O evento marcou as celebrações do Dia da Mata Atlântica e também reuniu lideranças políticas e ambientais. A deputada federal e ex-ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, ressaltou a importância da nova articulação como espaço de resistência e denúncia contra o desmatamento, a mineração e as pressões pela exploração de terras raras em áreas preservadas.
Considerada um dos principais refúgios ambientais do país, Ubatuba possui cerca de 89% do território coberto por vegetação nativa preservada da Mata Atlântica. O município é reconhecido pela UNESCO como Posto Avançado da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica.
Atualmente, restam pouco mais de 12% da vegetação original do bioma, que ainda abriga cerca de 20 mil espécies de plantas e mais de duas mil espécies de animais.
RADIO COSTA AZUL FM

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