SOBRE O CASO DE ENVENENAMENTO DE ÁRVORES NO ITAGUÁ

 

Após o envenenamento das árvores, uma pessoa que passou pelo local solicitou uma visita técnica para análise e extração do veneno. Fomos ao local com um botânico e uma engenheira florestal, que analisaram as árvores e confirmaram que ambas estavam bem e não haviam ainda sofrido pelo envenenamento. Isso significa que elas estavam vivas e com ótimas chances de se manterem por muito tempo.


Tentamos remover o máximo possível do veneno, inserindo algodão e extraindo o líquido injetado. Embora as árvores não apresentassem risco de queda, alguns galhos estavam enfraquecidos devido aos anos de podas inadequadas, representando um risco para os passantes. Um desses galhos sobrepunha o estacionamento, colocando em risco carros e pessoas. Solicitamos à Defesa Civil a poda desse galho, que foi até o local e informou que havia um ninho, recomendando que o galho não fosse cortado.
Após alguns dias, notamos que uma poda drástica foi realizada. Questionamos sobre o ninho e fomos informados de que já não havia mais pássaros ou ovos naquele local. Embora compreendêssemos a necessidade da poda, não concordamos com a forma como foi feita. Informamos à Defesa Civil que poderíamos auxiliar, oferecendo um manual de poda para garantir que as intervenções fossem realizadas de forma regular, evitando que as árvores crescessem de maneira desproporcional e colocassem todos em risco.
Fomos à Secretaria de Meio Ambiente para discutir a possibilidade de substituir as árvores por espécies nativas, lembrando da necessidade e urgência da execução do projeto Orla, principalmente agora, em tempos de ventos fortes e tudo mais que estamos vivendo climáticamente.
Estamos avaliando as opções e pensamos em realizar o manejo dessas árvores no outono, substituindo-as por nativas que não ofereçam risco de rachaduras nas calçadas, quedas de galhos e cujas raízes sejam adequadas às estruturas urbanas. É essencial que as novas árvores sejam nativas e adaptadas à proximidade com a praia, considerando que o chapéu-de-sol, apesar de ser uma espécie adaptada, apresenta riscos de queda, devido as raizes curtas e não aprofundadas, como já acometeu em várias praias, como a Vermelha do Norte, elas caem inteiras, causando danos às calçadas e erosões.
Portanto, planejamos a substituição no outono, quando não haverá ninhos e as folhas estarão escassas, evitando a falta de sombra no verão.
A proposta é remover as árvores inteiras para que possam ser replantadas em outros locais, mas é necessário um manejo adequado, similar ao realizado na Ilha Anchieta e em Itamambuca. Queremos compor uma orla com espécies nativas que ofereçam sombra e conectem a floresta à praia, permitindo que pássaros da Mata Atlântica utilizem essa vegetação.
Reiteramos que nossa equipe técnica está à disposição para auxiliar na adequação das podas das árvores exóticas, evitando que situações como essa levem as árvores à morte. A substituição por nativas é fundamental, pois essas árvores são parte do cartão postal de Ubatuba, proporcionando sombra e bem-estar à população.
Registramos aqui também, que vários comerciantes e moradores da orla do Itagua, se disponibilizam a comprar árvores nativas adultas e zelar do espaço delas.
Amamos os chapéus de Sol, embora Exoticas, são seres vivos, merecem respeito e zeladoria adequada, somos absolutamente contra o envenenamento e podas brutais que vem acontecendo, seguimos atentos!

Texto   de  Lidi Keche
via facebook

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