Entenda o 'nó' na Justiça que transformou o imóvel, que fica no litoral de SP, em uma batata quente que ninguém pode usar e o Ministério Público quer demolir
JEFERSON MARQUES
Quem passa pela região do Sertãozinho, em Ubatuba, no litoral paulista, nem imagina o que a mata fechada esconde. Ali estão os restos de um dos impérios mais polêmicos da TV brasileira.
A mansão, que pertenceu ao icônico estilista e apresentador Clodovil (falecido em 2009), deixou de ser um símbolo de puro luxo para se transformar em um cenário digno de filme de terror.
Imagens recentes mostram uma realidade desoladora:
A estrutura: O que antes ostentava nove suítes e uma capela, hoje é um esqueleto de concreto.
O abandono: Raízes de árvores rasgaram o piso de mármore e o teto desabou em vários cômodos.
A piscina famosa: Antes cristalina e com vista para o mar, virou um pântano de água parada.
O pesadelo jurídico
O problema aqui não é apenas a ação do tempo, mas um "nó" na Justiça que parece não ter fim.
A mansão chegou a ser arrematada em um leilão por R$ 750 mil. Porém, a compradora nunca tomou posse. Ao descobrir que o imóvel fica em uma área de preservação ambiental rigorosa, o que proíbe qualquer reforma ou ampliação, ela entrou na Justiça para desfazer o negócio.
O resultado? O dinheiro segue depositado em juízo e a mansão virou uma verdadeira "batata quente". Ninguém pode morar, ninguém pode reformar e ninguém quer assumir a responsabilidade.
Sentença de morte: a demolição
A situação ficou ainda mais tensa. O Ministério Público está pressionando pela demolição total da estrutura, alegando danos ambientais irreversíveis. Em 2021, o quarto do apresentador e o canil já haviam sido derrubados por ordem judicial.
Agora, o impasse é puramente financeiro
O espólio do apresentador alega não ter dinheiro para custear a demolição completa, que é caríssima devido à geografia do local.
Enquanto a caneta da Justiça não resolve o caso, a "ruína fantasma" virou um ponto turístico clandestino. Ela atrai curiosos, invasores e canais do YouTube focados em exploração urbana, todos atrás de resquícios da vida de opulência que existiu ali.
O fim de uma era
O desejo do antigo dono era que o local se tornasse um museu ou um patrimônio preservado. Mas o destino caminha para o completo apagamento.
Se a natureza não terminar de engolir a casa nos próximos anos, as escavadeiras o farão. Por enquanto, a mansão permanece lá: silenciosa, destruída e assombrada pelas memórias de um passado de glória que não volta mais.
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