Ecoturismo: confira os 10 destinos mais pesquisados pelos brasileiros e o impacto da energia limpa no turismo
O interesse por destinos de natureza cresce no Brasil e sinaliza uma mudança no comportamento do consumidor, que passa a buscar experiências que aliam lazer e consciência ambiental. Afinal, a rotina intensa dos centros urbanos aumenta a valorização da natureza e impulsiona a procura por viagens mais conectadas ao meio ambiente.
De acordo com tendências apontadas pelo Ministério do Turismo, escolhas mais conscientes passaram a influenciar o turismo no pós-pandemia. Nesse contexto, a reconexão com a fauna e a flora ganha força como parte do bem-estar, o que explica o aumento da busca por atividades ao ar livre, como trilhas e passeios em áreas naturais.
Como resultado, o ecoturismo se fortalece, e isso aparece diretamente nas buscas online. O levantamento da Bulbe Energia, fornecedora de energia solar por assinatura, analisou o interesse dos brasileiros pelo tema, com base no volume médio de buscas mensais do Google Brasil entre maio de 2025 e março de 2026.
Quando o assunto é turismo de natureza no Brasil, alguns destinos continuam concentrando a atenção. Foz do Iguaçu lidera o ranking, com 272 mil buscas mensais, impulsionada pelas Cataratas e pela estrutura que facilita o acesso a experiências naturais.
Na sequência, Ubatuba aparece em 2º lugar (262 mil), destacando-se pelas praias cercadas de Mata Atlântica e pelas trilhas. Já os Lençóis Maranhenses ocupam o 3º lugar (212 mil), com paisagens únicas formadas por dunas e lagoas, enquanto Jericoacoara surge em 4º (205 mil), combinando praias e áreas preservadas.
Em 5º lugar (173 mil), Fernando de Noronha reforça a relevância de destinos com regras de conservação mais rígidas. O ranking segue com a Chapada dos Veadeiros em 6º (127 mil), o Jalapão em 7º (116 mil) e a Chapada Diamantina em 8º (113 mil) – todos associados a trilhas, cachoeiras e turismo de aventura.
Fecham a lista Pirenópolis em 9º (111 mil) e Bonito em 10º (109 mil), este último conhecido pelo controle de visitação e pelas águas cristalinas.
Mais do que popularidade, os dados mostram um interesse distribuído entre destinos acessíveis e regiões mais isoladas, o que indica diferentes formas de vivenciar o ecoturismo.
O que explica esse interesse?
Os dados ajudam a entender alguns movimentos do setor. Por um lado, destinos já consolidados, como Foz do Iguaçu e Ubatuba, continuam atraindo grande volume de buscas, o que pode estar relacionado à infraestrutura e à facilidade de acesso.
Ao mesmo tempo, locais como Lençóis Maranhenses e Fernando de Noronha aparecem entre os mais procurados, sugerindo interesse por experiências em áreas com maior controle ambiental. Já a presença simultânea de Chapada dos Veadeiros e Chapada Diamantina indica uma busca consistente por turismo de aventura no interior do país.
Por fim, o crescimento geral das buscas por destinos “verdes” dialoga com um estilo de vida mais atento ao impacto ambiental. O turismo, nesse caso, não aparece isolado: ele acompanha outras escolhas do dia a dia, como consumo consciente e busca por alternativas mais sustentáveis.
Esse cenário também traz efeitos práticos: o aumento da procura fortalece a economia local, impulsiona serviços e amplia investimentos. Por outro lado, exige maior atenção ao equilíbrio entre fluxo turístico e preservação ambiental – um ponto central quando se fala em destinos de viagem sustentáveis.
Esse movimento também traz efeitos práticos. Destinos com maior procura tendem a fortalecer suas economias locais, ampliar serviços e atrair investimentos. Ao mesmo tempo, enfrentam o desafio de equilibrar fluxo turístico e preservação ambiental.
Adoção de energia limpa nas atividades turísticas
A relação entre ecoturismo e consumo consciente vai além da escolha do destino. Cada vez mais, empresas do setor incorporam práticas sustentáveis na operação, especialmente no uso de energia limpa.
A energia solar por assinatura, por exemplo, permite que hotéis e pousadas utilizem fontes renováveis sem precisar instalar sistemas próprios, reduzindo custos e emissões. Além disso, outros caminhos também ganham espaço, como:
- uso de iluminação eficiente e energia renovável;
- reaproveitamento de água e redução de desperdício;
- gestão adequada de resíduos;
- construção com menor impacto ambiental.
Essas iniciativas ajudam a alinhar a experiência turística à preservação ambiental em viagens, respondendo à demanda de um público mais atento ao impacto das suas escolhas.
O papel do turista também é fundamental nesse processo. Pequenas atitudes fazem diferença durante uma viagem de natureza, como:
- escolher hospedagens com compromisso ambiental;
- respeitar limites de áreas preservadas;
- evitar itens descartáveis;
- não desperdiçar água e energia.
Assim, o turismo de natureza no Brasil avança junto da ideia de responsabilidade compartilhada. De um lado, destinos se adaptam; de outro, viajantes ajustam seus hábitos, e esse encontro ajuda a consolidar o ecoturismo como parte de um estilo de vida mais consciente.


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